Entre as notícias mais importantes e necessárias ao Brasil, eis que me deparo com a “gostosa” Grazi Massafera, ocupando meia capa do jornal com seus seios siliconados, dizendo ao país que “se ela fosse homem...humm!”. Como é interessante saber que se Grazi fosse homem, ela se masturbaria por ela mesma! E como é necessário a nós, sociedade brasileira, se entreter com frases tão idiotas quanto, para sonhar com aquele lindo abdômen sarado, e aquelas pernas que só 500 mil reais podem trazer.
Se pessoas um pouco mais sensatas, e ainda mulheres, forem criticar a falta de senso crítico da imprensa, para distrair a população com tamanha besteira em meio ao caos do país e tantos outros infortúnios, acusairiam-nos de inveja, calúnia contra a pobre moça emergente. Mas Grazi, não é com você. Só acho que meu povo não chegou ao ponto de estar interessado em suas fantasias sexuais, sendo homem ou mulher, para que isso seja objeto de interesse em uma capa de jornal, e o assunto central de um jornalista ao escrever a matéria da semana.
Por ser uma sociedade classificada “de massa”, regida pelos meios de comunicação de massa que “tecem nossas teias de significados”, somos vítimas de lixos publicitários e jornalísticos, os quais, pensam os donos do poder simbólico, vão ser absorvidos por nós de maneira nua e crua, para se alcançar o real objetivo da mensagem. Nua? Só a Grazi na playboy, porque a dita “massa” sabe modelar muito bem o que quer absorver e entender dos lixos culturais que aparecem por aí.
Portanto, acredito ser muito desespero e falta de profissionalismo da imprensa nacional dar significativa importância para tais besteiras. Vai ver a Grazi nem tem culpa de estar na capa de muitos veículos ao lado de uma frase tão desnecessária e repugnante ao Brasil, que interessa só e somente só a ela, e nós que cuidemos do que deve ser dito ou feito na vergonha que o país se encontra. Se for daí para pior, perco as esperanças não em meu povo, mas em quem possui condições e bases estruturadas para representá-lo neste mundo.